- Quem sopra o ar? Quem me diz?
Quem sopra o ar? Quem me diz por que ela ri tão fraquinho assim?
Eu tanto fiz pra ver o sol beijar o seu rosto de luz.
Não faz assim - eu posso gostar.
Gostar de te ver, por aqui.
Quem sabe quando você vir, eu volte a sorrir.
Mas quem sopra o ar? Quem traz o frio? Quem sopra o ar?
Poucas coisas me fazem rir e em dias assim eu só penso em fugir - deste sol.
Você não vai ver este sol em mim.
Mas quem sopra o ar? Quem sopra o ar?
Bla, bla, bla, eu quero ouvir uma voz que não seja a tv.
Não diz um porque se eu vou ter de esperar o verão acabar, pra voltar a viver.
Talvez hoje não nem nunca mais eu quero saber quem traz o frio?.
Eu só quero saber
como vai você?
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Outubro acabou há quatro dias e estamos aqui tentando entender o que aconteceu em um mês maluco, um maluco bom, eu acho. Se tiver de definir o mês em que eu fiz 28 anos, usaria a palavra intensidade.
Pela primeira vez eu tive medo de morrer. Assim, antes - antes tipo ontem - eu brincava de testar a sorte pelas ruas desta cidade pra ver o que acontecia, eu já escrevi aqui, como fazer roleta russa. Não havia o que temer é verdade, as pessoas que romantizam suas próprias vidas tendem a achar que mal nenhum acontecera a eles, mal nenhum que não esteja previsto em algum livro legal. Mas o fato é: este mês eu temi pela minha vida, um belo dia eu acordei e descobri que tenho um monte de gente contando comigo e que eu não posso me dar ao luxo de ser abatido por causa de uma simples volta pra casa depois de uma noite entediada. Muitas ainda estão por vir então, o que posso fazer é sacudir essa poeira que cai da reforma do apartamento de cima, armar um sorriso e sair mais uma vez.
Comecei outubro completamente apaixonado por tudo, terminei querendo apenas trabalhar e esquecer coisas inúteis como amor e canções sobre amor. Chega, deu, só em 2010 se a copa do mundo deixar. Enfim, essas coisas que não enchem barriga, não pagam contas, não te tiram da casa dos pais, essas coisas só te comprometem e te fazem perder boas companhias, bons amigos. E quem disse que é você quem escolhe o que vai acontecer daqui pra frente? É claro que é voce. E eu só espero que esse ano termine e a gente faça as escolhas certas.
fato:
A maioria das coisas que eu canto acontecem em noites como essa. Noites que você precisa voltar pra casa a tempo. Ou então, algo terrível acontece e todo o seu pseudo-controle acaba sendo destruído por sorrisos e outras coisas que só posso descrever com ajuda de desenhos e diagramas, coisas que só fazemos no calor da paixão. Tenho a impressão que alguém - talvez Deus – me testa a cada segundo por estes dias como se torcessem uma vara de marmelo em forma de homemzinho de jesus que sou. Eu deixo, eu sei que faço isso porque não estou contente com a situação, mas sou idiota demais pra tentar outra saida. A única opção sensata é fingir que não é comigo, a luz acende, a garota sorri e eu penso “que droga”, mas felizmente é hora de ir embora e segurar a coisa. Cada dia mais difícil, mais longe do que planejamos, mas fui eu quem procurou, fui eu quem quis assim.
Domingo, Novembro 01, 2009
Eu sou Prometeu e o amor é a águia que surge toda noite para devorar meu coração – digo, fígado. É uma pena não estar acorrentado para poder justificar meus atos, eu apenas faço e só dói enquanto o coração se reconstrói. Esse processo dura mais ou menos umas 8 horas. Enquanto isso, vamos para o trabalho.
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
anos 2000
Caras:
Pete yorn – sonformorningafter
Ryan Adams – Gold (foi o primeiro que ouvi)
Bruce Springsteen – The Rising (empate em pontos com Devil and Dust, ganha por numero de canções memoraveis)
Solomon Burke – Don’t give up on me (é o unico disco da lista que vivo a procura de uma cópia fisica)
Al Green – lay it down
Josh Rouse – 1972 (ou Nashville)
Johnny Cash – American IV (ou o III, ou V ou a caixa de sobras)
Rufus Wainwright – want one
Mark Lanegan – field songs (prefiro esse ao Bubblegun)
Tom Waits – Mule Variations (ta eu sei que é de 1999,mas eu só ouvi em 2004)
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
FUGA (Caio F)
Para Cecília Nisemblat
Eles tinham seis anos de idade e iam fugir juntos. Lento, o menino enfiou o pião no bolso, sua única posse, e encaminhou-se para a porta. De dentro chegou a voz da mãe num prenúncio de reclamação está quase na hora do jantar, onde é que você vai? Não respondeu. Em silêncio, começou a concretizar o que há dois dias se desenrolava dentro dele. A segurança da coisa construída em imaginação durante horas de quietude emprestava a seus passos um precisão até então inédita, permitindo-lhe a audácia de não responder, ignorando eventuais palmadas. O trinco quase machucou a mão no ato de fechar a porta, mas ele já começava a criar das coisas que formavam "o que ficava". E o que ficava era tanto que praticamente não tinha nada além de: um pião no bolso e uma idéia na cabeça.
O morrer do sol colocava uma cor também de fuga nas casas, nas coisas, nas pessoas que cruzavam numa melancolia de anoitecer. Em breve as sombras se afirmariam em escuro e ele não estaria mais ali. A idéia poderia quebrá-lo por dentro, porque era duro de repente não estar mais num lugar. Mas ele nem se machucava, há tanto já adivinhara os movimentos interiores prevenindo os receios, precavendo-se contra a série de sentimentaloidices que se amontoariam bruscas sobre seu coração de seis anos de vida. Por tanto, estava preparado. Dentro do tempo que vivera, dois dias era uma longa preparação de esquecimento que se impusera com método, recusando ternuras, comida na boca, cafuné antes de dormir. Estava todo delineado. E fugia.
Caminhava devagar, a coisa remexendo-se com gosto dentro dele. Num esquecimento de que era insípida, quase estalava a língua de puro prazer. Mãos nos bolsos, cabeça baixa, ah nunca se sentira tão definitivo. Era seu primeiro crime, e tão longamente premeditado que não havia espanto nem temor. Como um profissional da fuga, ia indo pela calçada comprida, rente ao muro. O sol espichava sua sombra para trás, vezenquando ele se voltava para ver se ela ainda o acompanhava. Ainda. Expressava seu alívio em forma de suspiro, e prosseguia. Permitia-se apenas esse medo, o de estar sozinho. Mas aquela sombra imensa e achatada contra o cimento não deixava de ser uma segurança, embora disforme.
Pegou uma pedrinha branca e começou a riscar o calçamento. Depois enfiou-a no bolso, numa sabedoria de coisa decidida: poderiam segui-lo através do risco fino, irregular. Ainda mais seguro, olhou quase vesgo de satisfação para uma senhora com a bolsa grávida de compras. A mulher encarou-o com desconfiança. Ele parou, o medo se transformando em desafio nos olhos que meio furavam a natureza da mulher. Suspensos no meio da tarde, mediam-se expectantes. Pensou em correr, depois riu um risinho cínico que aprendera na televisão -ela não sabia de seu crime. Então esperou. Até que a mulher abriu a bolsa e estendeu-lhe dois biscoitos. Balbuciou um agradecimento de espanto com tanta inocência humana e enfiou-os no bolso, junto com a pedrinha branca. A silhueta da mulher morria na esquina quando ele se interrogou, numa primeira incompreensão. Saíra de casa apenas com o pião, agora já tinha dois biscoitos, uma sombra, uma pedrinha branca e um acontecimento. Fugir não era então ir se despojando de coisas? Não entendeu, mas o poste que marcava longe o lugar do encontro suspendeu a dúvida. Preocupado, encaminhou-se para lá.
Não via a menina. Correu para o poste, investigou as pessoas que passavam mas nenhuma tinha jeito-de-menina-que-ia-fugir. Coçou a cabeça. Num desânimo, esperar. Acomodou a irritação no meio-fio, tirou as posses do bolso. Começava por um biscoito, depois brincava com o pião, depois o outro biscoito, depois desenhava no chão com a pedrinha branca, depois pensava na coisa acontecida. Detestava a improvisação, por isso ficou um pouco abalado com a ausência da menina e teve que planejar ações em que não havia pensado. Começava a desconfiar seriamente da honestidade do sexo oposto. Acumulou um série de queixas que abalaram o prestígio da menina, e preparava-se para pensá-las quando o biscoito sobre a calça fez um jeito fascinante, assim meio pedindo para ser comido. Havia-se recusado tantas coisas nos últimos dois dias que guardava mesmo um pouco de fome formando um espaço branco no estômago. Rompendo com o planejamento, devorou voraz os dois biscoitos, depois misturou pedaços de unhas aos farelos restantes. Quase saciado, girou o pião de leve no cimento. Um menino que passava olhou fixo, invejando. Lembrou da impontualidade da menina e perguntou objetivo:
- Quer fugir comigo?
Inexperiente dessas coisas, o outro arregalou os olhos:
- Quê?
- Quer fugir comigo?
- Pra onde?
- Não sei ainda. Qualquer lugar.
- Pode ser Vênus?
- Pode.
- E Gotham City?
- Pode.
- E. ..e. ..(a geografia falhava).
- Quer ou não quer?
- Não sei, o que é que você me dá se eu fugir com você? .
O menino investigou as posses desfalcadas. Percebeu o brilho de cobiça nos olhos do outro:
- O pião. Quer?
O outro fez cara de dúvida:
- Sei não. Isso presta?
- Quer ou não quer? ("É pegar ou largar", dizia o gangster na televisão).
- Quero.
Estendeu a mão. O menino fez um movimento esquivo de dissimulação.
- Agora não. Só depois que a gente chegar lá.
- Lá onde?
- No lugar, ora.
- Que lugar?
- O lugar para onde agente vai fugir .
- Mas você não disse que não sabe onde é?
- Disse.
- Então pode levar anos.
- E daí?
- Dai que eu quero o pião agora.
Desacostumado a argumentar, estendeu o pião. Antes que pudesse fazer qualquer gesto, o outro já ai longe, risada dobrando a esquina, o pião roubado, a promessa não cumprida. Todo magoado com a desonestidade alheia voltou a pensar na menina. Encaminhou-se para a casa dela. Bateu devagar na porta. A mãe da menina espiou pela janela.
- A Lucinha está?
- Não. Foi no aniversário da menina aqui ao lado.
Meio que tropeçou no inesperado da coisa. Devia ter ficado pálido, porque a mãe-da-menina-que-ia-fugir dobrou-se para ele, perguntando se estava sentindo alguma coisa. Estava. Mas como desconhecia aquela onda verde bem claro que se quebrava incompleta dentro dele, não teve palavras para explicar.
Disse não, não tenho nada, e foi saindo de cabeça baixa. Já não só duvidava da menina, mas principalmente de si próprio. Parecia-lhe um pouco culpa sua aquele amontoado de desencontros. De dez minutos para cá aconteciam coisas tão incompreensíveis que estava quase desistindo. Por uma questão de dignidade, bateu na porta da casa de menina-que-estava-de-aniversário, que apareceu de vestido cor-de-rosa perguntando se ele tinha trazido presente. Ele desentendeu um pouco mais, ainda assim fez voz firme e pediu para falar com a menina-que-ia-fugir. Com o maior cinismo do mundo, ela brotou de repente duma nuvem de babadinhos, a cara limpa, o cabelo penteado com uma fita -ela, a falsa, que vivia com os fios na boca. Mais grave: um copo de guaraná e uma cocada nas mãos. Nunca a vira tão Lucinha em toda a sua vida.
Teve vontade de dar um tiro nela. Mas estava tão desarmado que só conseguiu perguntar com voz meio irregular:
- Você não ia fugir comigo?
- Ia -disse a menina mordendo a cocada. E ai! O espaço branco da fome cintilou dentro dele.
- Esperei você até agora. Por que que você não foi?
- Por causa do aniversário, ué.
- E o que que tem isso?
- Tem que fugir a gente pode todos os dias, mas aniversário é só de vezenquando.
Tinha selecionado uma porção de adjetivo pejorativos para jogar em cima dela, mas o pretexto era de uma lógica tão irrecusável que ele ficou parado uma porção de tempo, sentindo o tudo que preparara lento em dois longos dias de meditação ir-se desfazendo como a cocada na boca da menina.
Ela olhava para ele, ele pensava na frase, pensava, pensava, ai, o espaço branco aumentando por dentro, uma baita raiva da menina, da mulher que dera os biscoitos, do moleque que fugira com o pião, vontade de bater neles todos ou, na impossibilidade, sapatear até ficar roxo e a mãe chamar o médico num susto. Mas os barulhos da festa cresciam lá dentro, o sol morrendo dourava ainda mais o guaraná, o espaço em branco aumentava até o não-suportar-mais. Indeciso ainda, virou o pé leve no chão. Até que deixou de lado o pudor e perguntou:
- Será que ela deixa eu entrar sem presente?
*Penultimo conto do livro "Inventário do ir-remediável" (1969)
A fina arte de fazer sorvete com a coisa certa.
Quando me sinto assim, não durmo antes das três. Quando eu me sinto assim, mando e-mails malucos e o google me pergunta: “você está em condições de mandar este e-mail?” ignoro e digo que sim. Mas são apenas 22 e 40 e não estamos nos divertindo. Caminho por ai e meus tornozelos tortos não refletem o que eu sinto. Tenho a impressão de que estou preste a fazer sorvete com o meu coração. Não quero, juro, mas. Ando por ai e não olho para lado algum. Tenho medo e evito a fadiga, a distancia, a falta. Desculpe, este não sou eu. Eu, aquele, está em algum lugar que o google maps acusa como “endereço inexistente”.
coração cheio.
e que nunca fui bom em remendar coisas
no mais espero que ainda tenhamos tempo
dentro do nosso relógio,
das coisas que insistem
em falhar
não é só distancia, eu sei.
apesar da culpa nunca ser de ninguém.
quanto mais eu tento,
vejo que não há um jeito certo
de fingir
ter um coração cheio
bem, a esta altura só podemos cair
só podemos cair
e remediar
o que sobrar.
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
Hotel Avenida - EP (2009)
Hotel Avenida lança EP ao vivo
A banda Hotel Avenida, de Curitiba, lança no próximo dia 26/10, um EP com seis faixas, sendo quatro composições da banda, e duas versões: “Nuvens de Lágrimas”, conhecida pelas gravações de Roberta Miranda e Fafá de Belém; e “Meu abismo, meu abrigo”, do disco “Noite” (1998), de Lobão. Gravado ao vivo em pouco mais de três horas no Nico’s Studio por Vinicius Braganholo e com produção de Mariele Loyola, em Curitiba, na noite do último dia 6 de outubro. O EP faz parte do projeto “Acústico Mundo Livre”, que foi ao ar no domingo, 25/10, na Rádio Mundo Livre FM (93.9) (http://portal.rpc.com.br/mundolivrefm).
A exemplo do primeiro single da banda, “Eu não sou um bom lugar”, lançado em junho, o novo EP também será disponibilizado em formato virtual simultaneamente em uma rede de sites e blog na internet, além das páginas da banda no Myspace e na Trama Virtual. No dia 30/10, no Joker´s Pub, a Hotel Avenida apresenta o show de lançamento do disco, ao lado da também curitibana Plêiade.
A Hotel Avenida surgiu de um projeto de Ivan Santos (OAEOZ) e Giancarlo Rufatto iniciado com um EP lançado no final de
Sites amiguinhos deste lançamentos
http://www.myspace.com/hotelavenida
www.tramavirtual.com.br/hotel_avenida
http://giancarlorufatto.blogspot.com
http://www.innewmusicwetrust.com.br/
http://www.rockinpress.com.br/
http://maestrobilly.posterous.com/
http://aires-buenos.blogspot.com
http://subtropicalia.wordpress.com/
http://younghotelfoxtrot.blogspot.com/
http://euelaocoeoaffairredivivo.blogspot.com
http://www.blogdovinhas.blogspot.com/
www.sudoesteunderground.blogspot.com
Segunda-feira, Outubro 19, 2009

chegou o EP.
O lançamento é dia 25 na Mundo livre FM - http://portal.rpc.com.br/mundolivrefm/
No dia 26 é o lançamento via Blogs amiguinhos.
dia 30 a celebração junto da pleiade.
Na próxima semana completo 28 anos. Gostaria de fazer um vídeo do tipo “esta é a sua vida” com as imagens que passam pela minha cabeça enquanto escrevo. É normal, eu acho, que o menino da historia tenha se fragmentado pequenos pedaços de mentiras e verdades quase impossíveis de separar. Mais ou menos como acontece
Nos últimos cinco anos, aconteceram coisas boas e coisas ruins - a maioria delas, idiotices de um garoto mimado tentando deixar de ser. É fácil falar das coisas ruins quando elas são como aquela parte da historia em que o herói apanha do antagonista. É a parte que valida a vitória no final do filme. Eu gosto muito desta visão e de quando acontece uma revira-volta. Difícil mesmo é falar das boas. São tantas, tantas, ênfase no tantas, mas o importante é o orgulho que tenho de estar cercado de com pessoas boas, eu às amo, elas me inspiram.
Meu coração está pleno, não conseguia escrever há dias, não havia motivos para reclamar, ainda não há na verdade. Aqui não tem essa de “ter de escrever” necessidade ou bla bla bla. Silvia Plath por ex, só escreveu coisas boas antes do casamento e depois da separação. Ok,têm dias que você simplesmente precisa cuspir alguns palavrões, mas para isso existe o twitter, existe o bar e os amigos. Acho que agora só vou escrever sobre a infância, sobre como eu lembro de coisas que na teoria não importam para mais ninguém.
Eu penso em meus brinquedos. Em amor, em desperdício.
Nos dias que não tínhamos nada, nem dever de casa pra fazer.
Em todos os sonhos que não conseguimos realizar.
Eu penso, eu penso.
Eu penso na chuva que cai lá fora e nas vezes em que eu rezava pra que ela fosse embora daqui.
Eu penso em meus amigos vivos, em filhas e filhos, gente que o tempo se encarregou de levar. Em quem está perto, quem está longe.
Todas as mentiras que eu inventei só pra me divertir,
me iludir, enquanto os dias passavam devagar.
Eu penso.
Eu penso.
Eu penso em você e em todas as coisas que eu deveria ter dia a você, ha algum tempo, ha algum tempo.
Acho que nunca mais teremos, uma nova chance e um dia perfeito, como aqueles que a chuva quis, apagar. Apagar.


Hotel Avenida - Bootleg Rock de Inverno 7 (2009)








