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eu sou brega, meu bem - mas não sou tolo.

Escrever, tocar não é um exercício diário. Eu não me sento e escrevo quando bem entendo, não é assim que funciona. Não sou artista, música é só uma válvula de escape para um momento, um dia, uma semana ruim ou bom, é o que é. Minhas musicas são mais ou menos como um monte de frases de pára-choque de caminhão musicados (deve ser herança de família cheia de caminhoneiros). Na maioria das vezes, não há uma procura ou uma energia gasta em fazer frases rimadas ou frases apenas caibam no compasso e na métrica. Nos últimos três anos para ser exato, vim aprendendo a entender qual é o meu lugar nesta merda toda que é fazer musica atualmente. Eu dou ouvidos a todo mundo, mas ouvindo os inimigos talvez seja a melhor maneira de nos tornamos pessoas melhores e se não, ao menos serve de exemplo de como não deveremos ser, agir, todo aquele lance de postura, etc. A arte em si é sempre linda, é sempre fabulosa, o problema é sempre o “artista” que insiste em ter algo a dizer e conceituar a si mesmo para o mundo como se fosse mais importante que a arte em si – como este texto, por exemplo, mas ao avesso. Não ignoro o fato de que faço música brega, fora de moda, torta, cheia de erros, mas é música feita com o coração e sem intenção alguma de tornar ou ser algo maior do que é no momento - e esse momento acontece aqui em casa. Esse amontoado de musicas aqui foram feitas para mim e para no máximo umas dez pessoas – o que vem depois disso é lucro, sempre é lucro já que nunca custou nada (é, minha música nunca custou nada para ser feita). Fora o fato de eu realmente ser brega, se eu faço plágios, se eu roubo musicas do Plá ou do tiuzinho que toca harpa paraguaia na rua XV, a primeira pessoa que estaria enganando seria este cara aqui atras do teclado. Afinal, se minha mãe não gosta das minhas musicas (acha todas muito triste e mãe nenhuma gosta que seu filho seja triste) então, estaria traindo apenas a este peito aqui. consegue imaginar uma arte plagiada que não rende nada? é um feito de imaginação pior do que aquelas bandas que tocam 20 covers e enfiam uma da banda no meio e ninguém consegue diferenciar, divertido. Eu tenho 28 anos e não penso (na verdade eu espero que não) que aos trinta terei algo para cantar. As coisas mudam e as vezes eu realmente penso que música é coisa pra jovem e que odiaria ser um pai de familia em uma banda de garotos. De fato shows são para os garotos, mas fazer música é para qualquer um que queira fazer. Ao menos pararei de gravar antes de começar escrever sobre como eu odeio tudo ao meu redor. Me irrita essas pessoas que cantam sobre como odeiam sua própria vida. Não sei se você consegue reparar, mas todas as musicas não são sobre coisas tristes, nem sobre amor, são sobre redenção, sobre querer achar a solução e ser feliz. Talvez ai o amor se encaixe, mais ou menos como a religião. Não é sobre política ou sobre como a felicidade dos outros me incomoda porque ela não me incomoda. Eu também sou feliz, eu tenho uma vida feliz no momento e parte desta felicidade está em fazer e tocar música do meu jeito brega, tosco, sincero. E a outra parte, you know, é aquele negocio meio música dos Beatles, Babe, its you (sha la la).